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Resumo do curso · Filosofia e Formação do Juízo

Patrística: Agostinho e Pseudo-Dionísio

Como Agostinho e o Pseudo-Dionísio transformaram por dentro o neoplatonismo e moldaram o pensamento cristão

Com Gabriel De Vitto 13 aulas 7h39 de vídeo 13 aulas expositivas de 31 a 44 minutos, cerca de 7h40 no total: três de contexto, quatro sobre Agostinho, cinco sobre o Pseudo-Dionísio e seu ambiente e uma de fechamento.

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Visão geral

Entre os séculos IV e VI, dois autores releram em chave cristã o neoplatonismo, a filosofia mais robusta do seu tempo: Santo Agostinho e o autor conhecido como Pseudo-Dionísio Areopagita. Para entendê-los, o curso começa pelos pressupostos: um cristianismo nascido do judaísmo e perseguido pelo Império, as escolas de Alexandria e Antioquia, a crise ariana e o Concílio de Niceia, a educação latina em gramática e retórica e o neoplatonismo de Plotino, rival e ao mesmo tempo ferramenta do pensamento cristão.

Agostinho aparece primeiro no seu mundo: o Império em crise, a formação de retor, o maniqueísmo, a dupla conversão, ao cristianismo e ao neoplatonismo, ouvindo Ambrósio em Milão, e uma obra escrita sob a pressão da vida de bispo. Depois vêm as grandes linhas do seu pensamento: o “creio para entender e entendo para crer”, a angústia feita alimento da vida interior, o diálogo com Deus nos palácios da memória e a analogia trinitária da alma, com a qual ele reforma Plotino por dentro. Um panorama de sua recepção, de Boécio a Wittgenstein, fecha o bloco.

A segunda metade prepara e expõe o Pseudo-Dionísio. Passa pela patrística grega, de Justino e Orígenes aos padres capadócios, e pelo neoplatonismo tardio de Jâmblico e Proclo; conta como o corpus dionisiano foi lido por quase mil anos como obra do discípulo de São Paulo, até a crítica provar sua dependência de Proclo; e apresenta seu sistema: a tearquia, a processão e o retorno, o homem como ponte entre espírito e matéria, as teologias simbólica, discursiva e mística, as hierarquias e a divinização. Segue-se sua influência, de Máximo Confessor e Tomás de Aquino a João da Cruz e à fenomenologia.

A última aula amplia o quadro: mostra por quais caminhos, o patrístico e o greco-árabe, o platonismo chegou a uma Idade Média que praticamente só conhecia o Timeu, até a tradução completa de Platão por Marsílio Ficino, e defende que a tradição, longe de mutilar os textos, é um diálogo vivo com eles.

O percurso do curso

Os pressupostos (aulas 1 a 3)

O curso abre com o cristianismo antigo: nascido do judaísmo, dedicado à exegese e à defesa da fé diante de um Império em que, quanto mais zeloso o imperador, mais dura a perseguição. Alexandria, aberta à filosofia grega, e Antioquia, apegada à letra da Escritura, são os dois polos do debate. As heresias, como o arianismo, nascem de tentativas de encaixar a fé em pressupostos pagãos, e o Concílio de Niceia fixa o caminho doutrinal que Agostinho e o Pseudo-Dionísio vão seguir.

Na patrística latina, de espírito prático, os cristãos assumem a educação em gramática e retórica, ideias estoicas e herméticas e o vocabulário filosófico latino: Tertuliano aplica pela primeira vez a palavra “pessoa” a Deus, Mário Vitorino traduz Plotino e Ambrósio, bispo de Milão, une a especulação grega à ação pastoral e social. A terceira aula reconstrói o platonismo até Plotino: as três hipóstases, o retorno ao Uno pelo conhecimento de si, a ênosis e a teologia negativa.

Agostinho (aulas 4 a 7)

Agostinho é apresentado no fim da cultura antiga: retor formado num Império em crise, seguidor do maniqueísmo até se cansar de uma perfeição prometida que nunca chegava, convertido em Milão ao cristianismo e, junto com ele, ao neoplatonismo. Daí vem o princípio “creio para entender e entendo para crer”. Ordenado padre quase à força e depois bispo de Hipona, escreve as Confissões e, conforme as polêmicas chegavam, obras contra donatistas e pelagianos, o De Trinitate e a Cidade de Deus.

Com Ratzinger, Agostinho aparece como “o primeiro homem moderno”: alimenta-se do “pão da angústia e da aflição”, descobre a reflexividade e, nos palácios da memória, o diálogo com Deus. A analogia trinitária da alma (memória, inteligência e vontade, voltadas à beleza, à verdade e ao bem) mostra por que só a graça leva cada potência à plenitude e como Agostinho reforma Plotino: a união com Deus afirma a pessoa em vez de dissolvê-la.

O bloco fecha com a recepção do agostinismo, que cada tradição leu com ênfase própria: o “teologismo” medieval, de Boécio e Anselmo a Boaventura e Tomás de Aquino; os carmelitas, que guardaram sua psicologia; os reformadores, com a teologia da graça; Descartes, com o cogito; e a filosofia contemporânea, da fenomenologia a Wittgenstein.

O caminho até o Pseudo-Dionísio (aulas 8 e 9)

Do lado grego, o curso percorre Justino, para quem o cristianismo é a verdadeira filosofia, Clemente e Orígenes em Alexandria, as heresias que obrigaram a fé a se precisar e os padres capadócios, iniciadores do neoplatonismo cristão oriental. Em seguida vem o neoplatonismo tardio: Jâmblico faz dele uma religião teúrgica, e Proclo, à frente da escola de Atenas, constrói um sistema de tríades em que tudo procede do Uno e a ele retorna.

Pseudo-Dionísio (aulas 10 a 12)

A história do corpus dionisiano, lido por quase mil anos como obra do discípulo de Paulo no Areópago, termina com a prova, no século XIX, de sua dependência de Proclo. Seu sistema relê Proclo em chave cristã (tearquia, processão e retorno, o homem como ponte entre espírito e matéria, as três teologias, as hierarquias e a divinização), e sua recepção atravessa a espiritualidade cristã, de Máximo Confessor e Hugo de São Vítor a Tomás de Aquino, João da Cruz e a fenomenologia.

A herança platônica (aula 13)

A última aula mostra como o platonismo chegou a um Ocidente medieval que praticamente só tinha o Timeu: pela via patrística, que assimilava conceitos sem citar fontes, e pela greco-árabe, que fazia passar por Aristóteles textos neoplatônicos como o Livro das Causas. De Alberto Magno e Tomás de Aquino a Marsílio Ficino, a tradição enriqueceu a leitura de Platão, e o curso termina defendendo-a como diálogo vivo com os textos originais.

O que você vai aprender

  • Por que o cristianismo antigo, nascido do judaísmo e perseguido pelo Império, se voltou à exegese e à defesa da fé, e como a crise ariana levou a Niceia
  • Como os cristãos latinos se apropriaram da educação em gramática e retórica e do vocabulário filosófico latino, de Tertuliano a Santo Ambrósio
  • O que são as três hipóstases de Plotino, o retorno ao Uno e a teologia negativa
  • Como o maniqueísmo e a pregação de Ambrósio marcaram a conversão de Agostinho, e o sentido de “creio para entender e entendo para crer”
  • Por que Agostinho fala ao homem de hoje: a angústia como alimento, a reflexividade e o diálogo com Deus na memória
  • A analogia trinitária da alma (memória, inteligência e vontade) e em que ela reforma a união com o Uno proposta por Plotino
  • Como a herança de Agostinho foi recebida com ênfases diferentes, de Boécio e Anselmo aos carmelitas, aos reformadores e a Descartes
  • O que distingue as escolas de Alexandria e Antioquia e como Jâmblico e Proclo fizeram do neoplatonismo uma religião e um sistema
  • Quem foi o Pseudo-Dionísio e como ele relê Proclo em chave cristã: tearquia, processão e retorno, as três teologias, as hierarquias e a divinização
  • Por quais caminhos o Pseudo-Dionísio e o platonismo chegaram à escolástica e ao Renascimento, de Hugo de São Vítor a Tomás de Aquino e Ficino

Aula por aula

  1. Aula 1 Cristianismo antigo: das origens judaicas a Niceia

    O cristianismo antigo, nascido do judaísmo, voltado à exegese e à defesa da fé diante de um Império que o perseguia. Distingue as escolas de Alexandria, aberta à filosofia grega, e de Antioquia, apegada à letra da Escritura, e mostra como a crise ariana levou ao Concílio de Niceia, marco para Agostinho e o Pseudo-Dionísio.

    Entender por que Marco Aurélio, estoico de virtude exemplar, perseguiu com dureza os cristãos ajuda a desfazer o mito de uma aliança natural entre cristianismo e Império.

    paleocristianismoperseguiçõesAlexandria e AntioquiaarianismoConcílio de Niceia Fílon de AlexandriaMarco AurélioÁrioConstantino
    31 min
  2. Aula 2 Patrística latina: educação, vocabulário e Santo Ambrósio

    O pensamento latino, prático e voltado à ética e à política, formava-se na educação em gramática e retórica. Os cristãos assumem essa pedagogia, ideias estoicas e herméticas e o vocabulário filosófico latino; destacam-se Tertuliano, Mário Vitorino, tradutor de Plotino, e Santo Ambrósio, bispo de Milão.

    Palavras que hoje parecem óbvias foram conquistadas: Tertuliano tirou “pessoa” do vocabulário jurídico romano e foi o primeiro a aplicá-la a Deus.

    patrística latinagramática e retóricaestoicismohermetismovocabulário teológico CíceroHermes TrismegistoTertulianoMário VitorinoSanto Ambrósio
    34 min
  3. Aula 3 Do platonismo antigo às três hipóstases de Plotino

    Do platonismo antigo ao neoplatonismo: a doutrina oral de Platão, a guinada cética da Academia e a retomada metafísica e religiosa dos médio-platônicos em Alexandria. Plotino, discípulo de Amônio Sacas, propõe as três hipóstases (Uno, espírito e alma do mundo), o retorno ao Uno pelo conhecimento de si e a teologia negativa.

    Um sistema pagão, rival do cristianismo, acabaria se tornando a ferramenta filosófica mais robusta dos pensadores cristãos, e entender Plotino é entender essa virada.

    médio-platonismopaganismo tardo-antigoPlotinotrês hipóstasesteologia negativa PlatãoPlotinoAmônio SacasHermes TrismegistoOrígenes
    37 min
  4. Aula 4 Agostinho entre a crise romana e a conversão

    Santo Agostinho no fim da cultura antiga: um Império em crise política, financeira e moral forma o jovem retor. Da adesão ao maniqueísmo à dupla conversão, ao cristianismo e ao neoplatonismo, ouvindo Ambrósio em Milão; o lema “creio para entender e entendo para crer”; o bispo de Hipona e sua obra escrita sob demanda pastoral.

    Conta-se que o bispo Agostinho passava cinco ou seis horas por dia julgando causas como o roubo de uma galinha, e ainda assim deixou quase 50 volumes.

    crise do Impériomaniqueísmoconversãofé e razãoConfissões Santo AgostinhoCíceroSanto AmbrósioConfissõesCidade de Deus
    33 min
  5. Aula 5 Agostinho, a angústia e o homem contemporâneo

    Por que ler Agostinho hoje: com Joseph Ratzinger, ele é visto como “o primeiro homem moderno”, cuja vida interior se nutria do “pão da angústia e da aflição”. Percorre a reflexividade, o diálogo com Deus nos palácios da memória, a beleza de uma vida bem narrada e o sentido da história na Cidade de Deus.

    Heidegger via na angústia a tonalidade afetiva do nosso tempo; Agostinho, em vez de fugir dela pelo divertimento de que falava Pascal, fez dela alimento.

    angústiareflexividadememóriabelezaCidade de Deus Santo AgostinhoJoseph RatzingerMartin HeideggerBlaise PascalIsaías
    32 min
  6. Aula 6 A analogia trinitária da alma em Agostinho

    A analogia trinitária da alma: memória, inteligência e vontade espelham o Pai, o Filho e o Espírito Santo e buscam a beleza, a verdade e o bem. Do conhecimento de si à necessidade da graça, mostra como Agostinho reforma Plotino por dentro: a união com Deus não dissolve a pessoa, mas afirma sua identidade.

    O simples gesto de se reconhecer no espelho, e o desânimo de quem já não consegue querer a si mesmo, mostram como a Trindade se reflete na vida interior.

    analogia trinitáriafaculdades da almaconhecimento de sigraçaênosis Santo AgostinhoPlotino
    32 min
  7. Aula 7 A recepção de Agostinho ao longo dos séculos

    A herança de Agostinho, recebida com ênfases diferentes em cada tradição: o “teologismo” medieval de Boécio a Tomás de Aquino, com Anselmo, os vitorinos e Boaventura; a psicologia conservada pelos carmelitas; a graça entre luteranos e calvinistas; a epistemologia de Descartes; e as leituras contemporâneas, da fenomenologia a Wittgenstein.

    Por que a psicologia agostiniana das três faculdades sumiu das universidades e sobreviveu entre os místicos carmelitas, e por que Descartes pouco admitia o que devia a Agostinho?

    agostinismo medievalfranciscanosmística carmelitacogitorecepção contemporânea BoécioAnselmo de CantuáriaBoaventuraTomás de AquinoRené Descartes
    41 min
  8. Aula 8 Patrística grega: Alexandria, Antioquia e os capadócios

    A patrística oriental: Constantinopla se torna o centro do mundo grego, mas o debate teológico se dá entre Alexandria, helênica, e Antioquia, escriturística. Percorre Justino, Clemente e Orígenes, as grandes heresias como ocasião de precisão doutrinal e os padres capadócios, iniciadores do neoplatonismo cristão oriental.

    Justino passou por estoicos, platônicos e pitagóricos até que, diz a lenda, um velho desconhecido numa praia lhe apresentou o cristianismo como a verdadeira filosofia.

    patrística gregaEscola de Alexandriaheresias cristológicaspadres capadócioshexaemeron Justino MártirClemente de AlexandriaOrígenesSão BasílioSanto Ambrósio
    35 min
  9. Aula 9 Jâmblico, Proclo e o neoplatonismo tardio

    O neoplatonismo tardio: Jâmblico faz dele uma religião centrada na teurgia e abre uma contradição entre filosofia e magia. Proclo, à frente da escola neoplatônica de Atenas, tenta resolvê-la num grande sistema de tríades, cujo ciclo de imanência, processão e retorno será decisivo para o Pseudo-Dionísio e para a Idade Média.

    Proclo, apresentado como o Tomás de Aquino do paganismo, lia Homero como texto sagrado e via no nome verdadeiro de cada coisa uma forma de poder sobre ela.

    Jâmblicoteurgiaescola de AtenasProcloprocessão e retorno JâmblicoProcloPlutarco de AtenasSirianoPlatão
    39 min
  10. Aula 10 Pseudo-Dionísio: da lenda à crítica histórica

    A lenda de Dionísio Areopagita, figura que fundiu o convertido de Paulo no Areópago, o bispo de Atenas e o Saint-Denis de Paris. Narra a autoridade quase apostólica do corpus, as dúvidas de Valla e Erasmo, a prova de sua dependência de Proclo no século XIX e o consenso atual: um autor sírio vindo do neoplatonismo.

    Digna de Indiana Jones, nas palavras do professor, a história do corpus dionisiano passa pelo nacionalismo francês e pela Universidade de Paris, que tinha em Dionísio sua “prata da casa”.

    Pseudo-Dionísioautoriacrítica históricaProcloSaint-Denis Pseudo-Dionísio AreopagitaPaulo ApóstoloProcloTomás de AquinoLorenzo Valla
    31 min
  11. Aula 11 Tearquia, hierarquias e divinização no Pseudo-Dionísio

    O sistema do Pseudo-Dionísio, que relê Proclo em chave cristã: a tearquia trinitária cria livremente o mundo e deixa nele a marca que o faz retornar a ela. Com leitura dos Nomes Divinos, articula o homem como ponte entre espírito e matéria, as teologias simbólica, discursiva e mística, as hierarquias e a divinização.

    Por que o Pseudo-Dionísio prefere dizer “tearquia” em vez de “Deus”, e por que mística, para a tradição cristã, é união com Deus e não visões extraordinárias?

    tearquiaprocessão e retornoteologia místicahierarquia celestedivinização Pseudo-DionísioProcloTomás de AquinoPlatãoSócrates
    44 min
  12. Aula 12 A recepção do Pseudo-Dionísio, da Idade Média a hoje

    A recepção do corpus dionisiano como fio da história da espiritualidade cristã: dos escólios de Máximo Confessor e das traduções de Hilduíno e Eriúgena a Hugo de São Vítor, Alberto Magno, Boaventura e Tomás de Aquino; da mística renana a João da Cruz; e daí a Hegel, Heidegger e à fenomenologia.

    Sem o Pseudo-Dionísio, sustenta o professor, Tomás de Aquino não teria feito sua síntese entre Aristóteles e Agostinho; a aula segue também o “raio tenebroso” até João da Cruz.

    corpus dionisianorecepção medievalescolásticamística renanafenomenologia Máximo ConfessorJoão Escoto EriúgenaHugo de São VítorTomás de AquinoJoão da Cruz
    38 min
  13. Aula 13 Os caminhos do platonismo até a escolástica

    Como o platonismo chegou a um Ocidente medieval que praticamente só tinha o Timeu: pela via patrística, que assimilava conceitos sem citar fontes, e pela greco-árabe, que fazia passar por Aristóteles textos neoplatônicos como o Livro das Causas. De Alberto Magno e Tomás a Ficino, a tradição enriqueceu a leitura de Platão.

    Sem a noção moderna de direito autoral, um discípulo antigo podia assinar com o nome do mestre, e isso explica por que é tão difícil separar Platão do platonismo.

    platonismo medievalpatrísticatradição greco-árabeLiber de CausisRenascimento PlatãoProcloAlberto MagnoTomás de AquinoMarsílio Ficino
    32 min

Autores, obras e figuras discutidos

Fílon de Alexandria · Marco Aurélio · Ário · Constantino · Cícero · Hermes Trismegisto · Tertuliano · Mário Vitorino · Santo Ambrósio · Platão · Plotino · Amônio Sacas · Orígenes · Santo Agostinho · Confissões · Cidade de Deus · Joseph Ratzinger · Martin Heidegger · Blaise Pascal · Isaías · Boécio · Anselmo de Cantuária · Boaventura · Tomás de Aquino · René Descartes · Justino Mártir · Clemente de Alexandria · São Basílio · Jâmblico · Proclo · Plutarco de Atenas · Siriano · Pseudo-Dionísio Areopagita · Paulo Apóstolo · Lorenzo Valla · Sócrates · Máximo Confessor · João Escoto Eriúgena · Hugo de São Vítor · João da Cruz · Alberto Magno · Marsílio Ficino