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Resumo do curso · Filosofia e Formação do Juízo

O Fim da Educação

Da selva escura da escola atual à finalidade da educação: um diagnóstico da crise guiado pela Divina Comédia.

Com Fausto Zamboni 15 aulas 5h18 de vídeo 15 aulas expositivas, de 13 a 31 minutos, mais uma apresentação de 7 minutos; cerca de 5h20 no total. O percurso segue o de Dante: diagnóstico, genealogia das ideias modernas e, nas duas últimas aulas, a tradição antiga e medieval.

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Visão geral

"Fim" tem aqui dois sentidos: a decadência da educação atual e a finalidade que ela deveria ter. Para percorrer os dois, o professor Fausto Zamboni toma como guia a Divina Comédia. Como Dante, que começa perdido numa selva escura e precisa atravessar o inferno antes de subir, o curso parte da situação concreta da escola de hoje, que o professor conheceu por dentro, e só depois procura a saída.

O diagnóstico começa pelos números da escola brasileira (proficiência em leitura, violência, militância em sala) e passa aos problemas que o professor considera estruturais: a instrução obrigatória de massa, que rompeu a relação livre entre mestre e discípulo, os livros didáticos descartáveis e os currículos padronizados. Em seguida vem a selva escura intelectual: o relativismo que nega o conhecimento objetivo e o ativismo que quer refazer o mundo.

A genealogia dessas ideias ocupa o centro do curso: a mentalidade gnóstica descrita por Eric Voegelin, Kant e Fichte, o mito do progresso e a mentalidade revolucionária, o nascimento da escola estatal na Prússia e na França, a massificação, as técnicas de controle do comportamento estudadas no século XX, a ocupação da educação pela intelectualidade marxista, as diretrizes da Unesco e, por fim, a fragmentação do homem e a perda da verdade.

As duas últimas aulas fazem a subida. Com Dante como guia, o curso volta à tradição antiga e medieval: a poesia como primeiro degrau, a vida ativa e a contemplativa figuradas em Lia e Raquel, e a escada do conhecimento de Santo Agostinho e Boécio, dos sentidos ao intelecto. O ponto de chegada é a educação como busca amorosa da sabedoria: esse é o fim, no sentido de finalidade, que dá nome ao curso.

O percurso do curso

Dois sentidos de “fim” (Apresentação e Aula 1)

O curso nasce da experiência do professor Fausto Zamboni diante de uma escola caótica e se organiza como a viagem de Dante: primeiro conhecer o mal, depois subir. A primeira aula explica o título, fim como decadência e fim como finalidade, e lê a Divina Comédia como percurso educativo: a selva escura da ignorância, o inferno como conhecimento do mal, o purgatório como recuperação das virtudes e os céus como as ciências, das artes liberais à metafísica.

O diagnóstico (Aulas 2 a 4)

Os dados vêm primeiro: segundo o Saeb de 2017, a proficiência em leitura cai de 11% no quinto ano para 1,6% no fim do ensino médio, embora o país invista muito em educação; somam-se a violência contra professores, a insegurança dos alunos e a militância em sala. Na Aula 3, o professor sustenta que esses males não são falhas de gestão, mas decorrem da própria instrução obrigatória de massa, que rompeu a relação livre entre mestre e discípulo e trouxe professores sem vocação, livros didáticos descartáveis e currículos cada vez mais padronizados.

A Aula 4 passa da escola à universidade. Da ideia de Wittgenstein de que os limites da linguagem são os do mundo nasceria um relativismo que nega o conhecimento objetivo e desemboca no elogio autocontraditório da diversidade, na tolerância repressiva de Marcuse e na dissolução da identidade.

A genealogia (Aulas 5 a 9)

Para entender como se chegou aí, o curso recua alguns séculos. Com Eric Voegelin, descreve a mentalidade gnóstica do intelectual moderno, descontente com um mundo tido como estruturalmente mau e certo de ter a fórmula para refazê-lo; com Julien Benda, a traição dos intelectuais que, desde Maquiavel, passaram a justificar o mal por fins práticos. Kant separa conhecer e agir, Fichte faz o eu absorver o não eu, e a ideia de progresso, de Schelling e Hegel a Marx e Darwin, transforma o passado em atraso e a educação em ferramenta da mentalidade revolucionária.

É nesse clima que nasce a escola estatal: na Prússia, para uniformizar a cultura e unificar a nação; na França revolucionária, para mudar a mentalidade das crianças. A instrução obrigatória fica para as massas, enquanto as elites seguem com a educação liberal. A Aula 9 mostra o paradoxo dessa liberdade moderna: a tábua rasa empirista e o determinismo positivista tratam o aluno como matéria-prima, quando nenhum grande homem pode ser fabricado de fora.

Controle e ocupação da escola (Aulas 10 a 13)

No século XX, técnicas estudadas pela psicologia (as máquinas de ensinar de Skinner, os experimentos de Asch, Milgram e Sherif, a dissonância cognitiva de Festinger) chegam à sala de aula, sobretudo pela dinâmica de grupo, que pouco ajuda a aprender, mas serve para mudar atitudes.

Ao mesmo tempo, a intelectualidade marxista passa a ver a educação como área-chave da revolução, de Horkheimer e Lukács a Bourdieu e maio de 68, e diretrizes da Unesco transferem à escola o papel moral da família e propõem um currículo mundial. A Aula 13 fecha o “inferno” com a fragmentação do homem moderno, da especialização a Derrida e Nietzsche: sem verdade objetiva, restam narrativas.

A subida (Aulas 14 e 15)

Por fim, Dante reconduz à tradição antiga e medieval: os quatro sentidos da leitura, Orfeu como imagem do canto civilizador do sábio, a poesia como primeiro degrau e, no sonho de Lia e Raquel, a vida ativa que prepara a contemplativa. A última aula sobe, com Santo Agostinho, Boécio e os vitorinos, dos sentidos ao intelecto e apresenta a sabedoria, busca amorosa da verdade, como o fim, isto é, a finalidade, da educação.

O que você vai aprender

  • Distinguir os dois sentidos do título: a decadência da educação atual e a sua finalidade
  • Ler a Divina Comédia como percurso educativo, da selva escura à contemplação da verdade
  • Examinar dados da escola brasileira e os problemas que o curso considera estruturais no ensino obrigatório de massa
  • Reconhecer o relativismo e o ativismo intelectual que, segundo o professor, marcam a cultura universitária
  • Identificar a mentalidade gnóstica descrita por Eric Voegelin e seus desdobramentos em Kant, Fichte, na ideia de progresso e na mentalidade revolucionária
  • Conhecer a origem da escola estatal na Prússia e na França e o papel da instrução obrigatória na uniformização cultural
  • Entender como técnicas de controle do comportamento (Skinner, Asch, Milgram, Festinger) chegaram à sala de aula pela dinâmica de grupo
  • Acompanhar a leitura que o curso faz da ocupação da educação pela intelectualidade marxista e das diretrizes da Unesco
  • Compreender a escada do conhecimento em Santo Agostinho e Boécio: sentidos, imaginação, razão e intelecto
  • Ver a educação como busca amorosa da sabedoria, em que a vida ativa prepara a contemplativa

Aula por aula

  1. Apresentação do curso O percurso de Dante e a educação

    Educação como formação da personalidade e busca de sentido: inspirado na Divina Comédia, o curso parte da selva escura da escola atual, rastreia as origens modernas de suas ideias e práticas e chega à educação de outras épocas.

    O ponto de partida é pessoal: como professor, Fausto Zamboni encontrou uma escola caótica, com falta de conhecimento e de boas relações humanas.

    Divina Comédiaselva escurafilosofia da educaçãocrise da escola Dante AlighieriPlatãoEric Voegelin
    7 min
  2. Aula 1 Os dois sentidos do fim, com Dante

    O título tem dois sentidos: a decadência da educação atual e a sua finalidade. Tomando Dante como guia, a aula lê a Divina Comédia como percurso educativo: a selva escura, o inferno como conhecimento do mal, o purgatório como recuperação das virtudes e os céus como as ciências.

    Por que Beatriz faz Dante atravessar o inferno, em vez de levá-lo direto ao alto do monte, e o que isso ensina a quem quer entender a escola de hoje?

    Divina Comédiafinalidade da educaçãoselva escuraartes liberaisvirtude Dante AlighieriEric VoegelinPlatãoJean Guitton
    13 min
  3. Aula 2 Retrato da escola brasileira em números

    A crença de que mais escola é sempre melhor, confrontada com dados do Brasil: proficiência em leitura quase nula ao fim do ensino médio, investimento alto sem melhora nos testes, recorde de violência contra professores, insegurança dos alunos, militância política e o que o professor chama de ideologia de gênero.

    Quanto mais tempo na escola, pior a leitura: pelo Saeb de 2017, a proficiência cai de 11% no quinto ano para 1,6% no último ano do ensino médio.

    crise escolarproficiência em leituraSaebviolência escolarmilitância política
    21 min
  4. Aula 3 Problemas estruturais do sistema escolar

    Contra a ideia de que os males da escola são falhas de gestão, a aula sustenta que decorrem da natureza do sistema: a instrução obrigatória de massa rompeu a relação livre entre mestre e discípulo e trouxe professores sem vocação, livros didáticos descartáveis e currículos padronizados.

    A pergunta de George Steiner que embaraçou o professor abre a discussão: o que confere a alguém o poder de educar outra pessoa?

    sistema escolarmestre e discípulovocação docentelivro didáticopadronização curricular George SteinerSócratesContra a Escola
    20 min
  5. Aula 4 Relativismo e ativismo: a selva escura intelectual

    A selva escura também é intelectual: da ideia de Wittgenstein de que os limites da linguagem são os do mundo deriva, segundo o professor, um relativismo que nega o conhecimento objetivo e leva ao elogio autocontraditório da diversidade, à tolerância repressiva de Marcuse e à dissolução da identidade.

    O exemplo das muitas palavras esquimós para a neve serve para discutir se a língua nos aprisiona ou nasce do contato com a realidade.

    relativismolinguagem e realidadejogos de linguagemdiversidadeidentidade WittgensteinHerbert MarcuseSimone de Beauvoir
    24 min
  6. Aula 5 A mentalidade gnóstica do intelectual moderno

    A mentalidade gnóstica descrita por Eric Voegelin une o descontentamento com um mundo tido como estruturalmente mau, a crença numa fórmula salvadora e o imperativo de transformá-lo no futuro. Com Julien Benda, a aula mostra como, desde Maquiavel, intelectuais passaram a justificar o mal em nome de fins práticos.

    Como um peixe que saísse da água para julgá-la: a imagem resume a crítica de Voegelin a quem pretende refazer o mundo por inteiro.

    gnosticismointelectual modernoativismoideia de progressomentalidade revolucionária Eric VoegelinJulien BendaMaquiavelKarl MarxO Mito do Mundo Novo
    15 min
  7. Aula 6 Kant, Fichte e o primado da ação

    A crítica do conhecimento de Kant limita o saber ao fenômeno, mas mantém livre a ação moral; para o professor, isso separa saber e agir e favorece uma educação voltada à ação e ao gosto individual. Em Fichte, o eu que absorve o não eu, restringindo outros eus, prepara a mentalidade revolucionária.

    Até o peso do vestibular nas decisões sobre educação é lido como herança da valorização kantiana da ação.

    crítica do conhecimentocoisa em siprimado da açãogosto individualeu e não eu KantFichte
    14 min
  8. Aula 7 O mito do progresso e a mentalidade revolucionária

    A ideia de progresso, de Schelling e Hegel a Marx e Darwin, desvaloriza o passado, cria a noção de atraso e faz da educação instrumento para moldar as crianças. Com textos de Olavo de Carvalho e Isaiah Berlin, a aula descreve a mentalidade revolucionária, que fala em nome do futuro e, prometendo liberdade, concentra poder.

    Para fazer a omelete da sociedade perfeita, não haveria limite de ovos a quebrar: é assim que Isaiah Berlin resume a fé de Lenin, Trotsky e Mao.

    ideia de progressonoção de atrasomentalidade revolucionáriaconcentração de podereducação como instrumento HegelKarl MarxDarwinOlavo de CarvalhoIsaiah Berlin
    22 min
  9. Aula 8 Prússia, França e o nascimento da escola estatal

    O sistema estatal de ensino nasce na Prússia, para uniformizar culturas e unificar a nação, e na França revolucionária serve para mudar a mentalidade das crianças, substituindo escolas religiosas e da sociedade civil. A instrução obrigatória de massa, voltada ao trabalho, conviveu com a educação liberal reservada às elites.

    Napoleão resumiu a lógica do novo sistema: se o menino não aprende desde a infância a ser republicano ou monarquista, o Estado nunca formará uma nação.

    escola estatalPrússiauniformização culturalinstrução obrigatóriaeducação liberal Napoleão BonaparteWoodrow Wilsonvon Stein
    19 min
  10. Aula 9 O aluno como matéria-prima

    A liberdade moderna se revela paradoxal: políticas de massa, a tábua rasa empirista e o determinismo positivista tratam o aluno como matéria-prima a ser modelada, criando uma classe que manipula e outra manipulada. Grandes homens, argumenta o professor, não se fabricam de fora: a educação só pode ajudá-los a se formar.

    Georges Gusdorf resume a crítica: a pedagogia dos organizadores é uma pedagogia de massa, voltada à fabricação em série de produtos humanos semiacabados.

    massificaçãotábua rasadeterminismomanipulaçãograndes homens FichteGeorges GusdorfHelvétius
    19 min
  11. Aula 10 Técnicas de controle do comportamento na escola

    Técnicas de controle do comportamento estudadas no século XX chegam à escola, sobretudo pela dinâmica de grupo. A aula percorre os planos de ditadura científica que o professor atribui a Bertrand Russell, as máquinas de ensinar de Skinner, os experimentos de Asch, Milgram e Sherif e a dissonância cognitiva de Festinger.

    O celular na mão de uma criança é apresentado como a versão atual, portátil e muito mais eficaz, da máquina de ensinar de Skinner.

    controle do comportamentodinâmica de grupobehaviorismoconformidade socialdissonância cognitiva Bertrand RussellB. F. SkinnerSolomon AschStanley MilgramLeon Festinger
    31 min
  12. Aula 11 A intelectualidade marxista e a conquista da educação

    Sem a esperada consciência de classe do proletariado, a intelectualidade marxista passa a ver a educação como área-chave da revolução. A aula percorre Horkheimer e a crítica da autoridade familiar, Lukács, a Revolução Cultural chinesa, o capital cultural de Bourdieu e a revolução sexual que, depois de maio de 68, chega à escola.

    A aula relembra a revolução sexual tentada na União Soviética dos anos 1920, que fracassou e foi revertida pelo próprio Stalin.

    Escola de Frankfurtconsciência de classeautoridade familiarcapital culturalrevolução sexual Max HorkheimerGyörgy LukácsPierre BourdieuMichel FoucaultKarl Marx
    24 min
  13. Aula 12 Escola, Unesco e modificação de comportamento

    O sistema escolar como instrumento de modificação de comportamento: pedagogia centrada no aluno, dinâmicas de grupo e diretrizes da Unesco que transferem à escola o papel moral da família e propõem um currículo mundial. Reduzida a controle de comportamentos, a educação vira seu contrário, e a resposta terá de ser pessoal.

    O caos nas escolas, sustenta a aula, não é mero acidente: planejadores da Unesco já o previam como fase de transição dos valores familiares para outros.

    modificação de comportamentopedagogia centrada no alunoUnescocurrículo mundialpapel da família Paulo FreireMichel FoucaultDeclaração Mundial sobre Educação para Todos
    25 min
  14. Aula 13 A fragmentação do homem e a perda da verdade

    A fragmentação do homem moderno, da especialização e da exclusão positivista dos juízos de valor à crítica de Derrida a Husserl e ao "não há fatos, só interpretações" de Nietzsche. Sem verdade objetiva, restam narrativas, subjetivismo e ação revolucionária; como Dante, é preciso sair do inferno e buscar outro guia.

    Como uma cultura que confiava nos fatos acabou tratando ciência e filosofia como fábulas, e o que isso tem a ver com a checagem de fatos no noticiário?

    fragmentação do homempositivismodesconstruçãonarrativasrelativismo Edmund HusserlJacques DerridaFriedrich NietzscheHeráclitoKant
    29 min
  15. Aula 14 Dante como guia: poesia, ação e contemplação

    Dante como guia para além da modernidade: os quatro sentidos da leitura, a alegoria de Orfeu como canto civilizador do sábio e a poesia como primeiro degrau da educação, do sensível ao inteligível. O sonho com Lia e Raquel resume a relação entre vida ativa e vida contemplativa.

    Por que Jacó precisou casar primeiro com Lia para só depois ter Raquel? A leitura alegórica faz disso o caminho que vai da virtude à contemplação.

    Dantepoesiaalegoriavida ativavida contemplativa Dante AlighieriConvívioOrfeuLia e RaquelOlavo de Carvalho
    15 min
  16. Aula 15 Dos sentidos à sabedoria: o fim da educação

    A educação como ascensão do conhecimento, dos sentidos e da imaginação à razão e ao intelecto, segundo Santo Agostinho, Boécio e os vitorinos. A virtude e a ciência, próprias da vida ativa, preparam a sabedoria contemplativa, busca amorosa da verdade que a modernidade perdeu e verdadeiro fim da educação.

    O intelecto humano é como uma lente que precisa ser polida para receber a luz: a imagem mostra por que a virtude importa para conhecer.

    graus do conhecimentointelectosabedoriavida contemplativafinalidade da educação Santo AgostinhoBoécioRicardo de São VítorAristótelesDante Alighieri
    20 min

Autores, obras e figuras discutidos

Dante Alighieri · Platão · Eric Voegelin · Jean Guitton · George Steiner · Sócrates · Contra a Escola · Wittgenstein · Herbert Marcuse · Simone de Beauvoir · Julien Benda · Maquiavel · Karl Marx · O Mito do Mundo Novo · Kant · Fichte · Hegel · Darwin · Olavo de Carvalho · Isaiah Berlin · Napoleão Bonaparte · Woodrow Wilson · von Stein · Georges Gusdorf · Helvétius · Bertrand Russell · B. F. Skinner · Solomon Asch · Stanley Milgram · Leon Festinger · Max Horkheimer · György Lukács · Pierre Bourdieu · Michel Foucault · Paulo Freire · Declaração Mundial sobre Educação para Todos · Edmund Husserl · Jacques Derrida · Friedrich Nietzsche · Heráclito · Convívio · Orfeu · Lia e Raquel · Santo Agostinho · Boécio · Ricardo de São Vítor · Aristóteles