Pular para o conteúdo
Buscar Assinar
https://www.tutoracursos.com.br/cursos/imperio-bizantino/
Resumo do curso · História e Política

Império Bizantino

De Justiniano ao Cisma de 1054: como o Império Romano do Oriente sobreviveu ao Ocidente e o que deixou ao mundo cristão.

Com Guilherme Almeida 2 aulas 24 min de vídeo 2 aulas expositivas de 14 e 10 minutos (24 minutos no total); introdução breve que continua o curso sobre Roma e contrapõe o Oriente bizantino ao Ocidente dos francos.

Voltar ao curso

Visão geral

O Império Bizantino, também chamado Império Romano do Oriente, foi o último grande movimento do poder de Roma. É assim que o professor Guilherme Almeida o apresenta neste curso breve e introdutório, continuação do curso sobre Roma. Por que o Ocidente caiu e o Oriente resistiu? Para o professor, a resposta está na economia: o Ocidente vivia da agricultura e atraía povos germânicos em busca de terras férteis, enquanto o Oriente vivia do comércio, com Constantinopla em posição privilegiada no estreito do Bósforo, entre o Mar Negro e o Mediterrâneo.

A primeira aula se concentra em Justiniano, que governou de 527 a 565. Sob ele, o império atinge sua maior extensão, com domínios no norte da África e na Itália; a Hagia Sofia se ergue como a maior igreja da cristandade de seu tempo; as leis romanas são reunidas no Corpus Juris Civilis; e a Revolta de Nika, esmagada em 532, abre caminho para um poder que se quer ao mesmo tempo temporal e espiritual, o cesaropapismo.

A segunda aula trata das correntes religiosas que agitaram o mundo bizantino (iconoclastas, monofisistas e arianos), da expansão islâmica a partir de 622, que faz o território do império encolher, e do Cisma de 1054, que separa a Igreja de Constantinopla, a Ortodoxa, da Igreja de Roma. O curso termina explicando por que a Ortodoxia se firmou na Rússia e por que o cristianismo não ganhou no Oriente a força que teve no Ocidente dos francos.

O percurso do curso

Por que o Oriente resistiu

O curso abre com uma provocação: a civilização romana teria durado, de algum modo, até 1806, sobrevivendo no Oriente bizantino e, no Ocidente, em estruturas ligadas aos Habsburgos, até que as vitórias de Napoleão levaram ao fim do Sacro Império. O Império Bizantino é o último grande movimento desse poder. Se o Ocidente caiu e o Oriente não, explica o professor, foi pela economia: o Ocidente agrícola atraía povos germânicos, também agricultores e pastores, em busca de terras férteis; o Oriente vivia do comércio, com Constantinopla no Bósforo, “a parte mais oriental da Europa e a mais europeia do Oriente”.

Justiniano, o último dos romanos

De origem humilde, Justiniano chegou ao poder graças ao tio, o imperador Justino, e governou de 527 a 565. Seu ímpeto expansionista, que lhe valeu o título de último dos romanos, levou o império à maior extensão, com domínios no norte da África e na Itália. Deu continuidade à oficialização do cristianismo, ergueu a Hagia Sofia, a maior igreja da cristandade de então, e mandou reunir as leis da República e do Império Romano no Corpus Juris Civilis. A aula acompanha também o destino da Hagia Sofia: mesquita depois de 1453, com os mosaicos cobertos de gesso, museu no século XX e de novo mesquita em 2020.

A Revolta de Nika e o cesaropapismo

Justiniano não admitia oposição. Quando as facções dos Azuis e dos Verdes se levantaram, ao grito de “Nika!”, ele esmagou a revolta em 532, com um massacre no hipódromo em que, segundo a tradição, Teodora teve papel decisivo. Daí em diante o poder se concentra no imperador, que quer ser ao mesmo tempo César e papa, governante temporal e espiritual: é o cesaropapismo.

Três correntes religiosas e o avanço do islã

A segunda aula apresenta três correntes que dividiram o mundo bizantino: os iconoclastas, que rejeitavam o culto das imagens; os monofisistas, que viam em Cristo só a natureza divina e tiveram a simpatia de Teodora; e os arianos, que negavam a plena divindade de Cristo, sem nenhuma relação, lembra o professor, com o “ariano” do racismo de Hitler. Depois de Justiniano, a expansão islâmica, a partir de 622, toma a Península Arábica e o norte da África, chega à Península Ibérica e só é detida pelos francos em Poitiers, em 732. O Império Bizantino se retrai, e seus antigos domínios se tornam islâmicos.

O Cisma e a Ortodoxia

Com o império reduzido, a religiosidade oriental se afasta das práticas de Roma, até o Cisma de 1054, que separa a Igreja de Constantinopla, a Ortodoxa, da Igreja Romana. A força da Ortodoxia na Rússia vem da ligação da Igreja de Constantinopla com a Rus de Kiev. O curso fecha com uma comparação: no Ocidente, os francos deram à Igreja poder político, territorial e simbólico; no Oriente, sem esse apoio e diante do avanço islâmico, o cristianismo ficou restrito a regiões menores, com a grande exceção da Rússia.

O que você vai aprender

  • Por que, segundo o curso, o Império do Ocidente caiu e o do Oriente resistiu: agricultura de um lado, comércio do outro
  • A posição estratégica de Constantinopla, no Bósforo, entre o Mar Negro e o Mediterrâneo
  • Quem foi Justiniano e como seu império chegou à maior extensão, do norte da África à Itália
  • O que foi o Corpus Juris Civilis, a compilação das leis romanas feita sob Justiniano
  • O que foram a Revolta de Nika e o cesaropapismo, a união dos poderes temporal e espiritual no imperador
  • A história da Hagia Sofia, de igreja a mesquita, museu e de novo mesquita
  • O que distinguia iconoclastas, monofisistas e arianos
  • Como a expansão islâmica, a partir de 622, fez o Império Bizantino encolher
  • O que foi o Cisma de 1054 e por que a Igreja Ortodoxa é tão forte na Rússia
  • Por que o cristianismo não teve no Oriente a força que ganhou no Ocidente dos francos

Aula por aula

  1. Aula 1 Justiniano e o apogeu do Império Bizantino

    Por que o Oriente sobreviveu à queda do Ocidente: a economia comercial e a posição de Constantinopla no Bósforo, diante de um Ocidente agrícola que atraía os germânicos. Sob Justiniano, o império chega à maior extensão, ergue a Hagia Sofia, reúne as leis romanas no Corpus Juris Civilis e esmaga a Revolta de Nika.

    Acompanha o destino da Hagia Sofia, cujos mosaicos foram cobertos de gesso depois que ela virou mesquita e voltaram à vista quando Atatürk a fez museu.

    ConstantinoplaJustinianoHagia SofiacesaropapismoRevolta de Nika JustinianoTeodoraCorpus Juris CivilisAtatürk
    14 min
  2. Aula 2 Heresias, expansão islâmica e o Cisma do Oriente

    Três correntes religiosas que agitaram o mundo bizantino, iconoclastas, monofisistas e arianos, e a expansão islâmica que, a partir de 622, faz o império encolher. O Cisma de 1054 separa a Igreja Ortodoxa de Roma, e a ligação com a Rus de Kiev explica a força da Ortodoxia na Rússia.

    Responde por que o cristianismo não se expandiu no Oriente como na Europa Ocidental, onde os francos deram à Igreja poder político, territorial e simbólico.

    iconoclastiamonofisismoarianismoexpansão islâmicaCisma do Oriente ÁrioMaoméCarlos MartelJustinianoTeodora
    10 min

Autores, obras e figuras discutidos

Justiniano · Teodora · Corpus Juris Civilis · Atatürk · Ário · Maomé · Carlos Martel