Pular para o conteúdo
Buscar Assinar
https://www.tutoracursos.com.br/cursos/gregos-fundamento-do-ocidente/
Resumo do curso · História e Política

Gregos: o Fundamento do Ocidente

Da Creta minoica ao império de Alexandre: a civilização grega como raiz da identidade ocidental.

Com Guilherme Almeida 6 aulas 1h27 de vídeo 6 aulas expositivas de 9 a 17 minutos, cerca de 1h30 no total; panorama introdutório, com Toynbee, Werner Jaeger e Fustel de Coulanges como bibliografia de referência e continuação no curso sobre Roma.

Voltar ao curso

Visão geral

Olhar para a Grécia é olhar para a formação da nossa própria maneira de pensar. É dessa ideia que parte este curso introdutório do professor Guilherme Almeida. Como todos os povos antigos, os gregos explicavam o mundo por mitos e não separavam religião, política e cultura; o que os distingue é terem introduzido, ao lado do mito, o logos, a razão que especula sobre a realidade.

O percurso começa nas civilizações minoica e micênica e na mistura de povos que deu origem à cultura helênica. Passa pela Guerra de Troia, lida como um conflito entre gregos, e pela autonomia das pólis, que por quase mil anos dispensaram um poder central; pelos aedos Homero e Hesíodo, pelo historiador Heródoto e pelos filósofos, que juntos formaram a memória e a educação gregas; e pela Atenas clássica, com sua democracia direta, sua cidadania restrita, a ágora e a paideia.

As guerras contra os persas dão aos gregos a hegemonia no Mediterrâneo, e a Guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta, encerra a era de ouro. A Macedônia de Filipe II impõe a centralização, e o império de Alexandre, ao misturar a cultura grega à dos povos dominados, dá origem ao helenismo. A última aula põe Grécia e Roma lado a lado, como as duas heranças clássicas que chegam até nós, e abre caminho para o curso sobre Roma.

O percurso do curso

Mito, logos e as raízes da Grécia

O curso abre com uma tese: foi com os gregos que a maneira ocidental de lidar com a realidade começou a ser lapidada. Como todos os povos antigos, eles explicavam o mundo por mitos e não separavam religião, política e cultura; a novidade foi somar ao mito o logos. A primeira aula recua às civilizações minoica, em Creta, e micênica, lembra como a arqueologia dos séculos XIX e XX deu realidade material a histórias guardadas na memória e mostra a cultura helênica nascendo da mistura de eólios, dórios e jônios com as populações locais.

Pólis autônomas e a Guerra de Troia

Por quase mil anos a Grécia não teve poder central: o litoral recortado e o relevo montanhoso tornavam a conquista custosa, e cada pólis cultivava sua autonomia, ligada às demais pela religião e pela língua. A Guerra de Troia é lida como guerra entre gregos, que desloca a hegemonia para a Grécia peninsular. O professor corrige o filme Troia, que põe Aquiles no centro, conta o episódio de Laocoonte e trata a Ilíada como literatura e como fonte histórica.

Aedos, historiadores e filósofos

Homero e Hesíodo, com a Ilíada, a Odisseia e a Teogonia, formavam a educação e a memória dos gregos; no mito de Cronos, que devora os filhos, o curso lê a experiência do tempo que tudo consome. Com Heródoto surge o historiador, que narra também outros povos, e com os filósofos, a especulação sobre a matéria primordial, o conhecimento, a virtude e o amor. As três vertentes não se anulam: somam-se.

A Atenas clássica

A partir de uma frase de Arnold Toynbee, o curso chega à era de ouro. A democracia, insiste o professor, é ateniense, e não grega: preparada por Sólon e Clístenes e levada ao auge por Péricles, era direta, mas só eram cidadãos os homens adultos filhos de pai e mãe atenienses, sem exigência de nobreza ou riqueza. A aula descreve a pólis, com a acrópole e a ágora, retoma o “animal político” de Aristóteles e apresenta a paideia, com a indicação de Werner Jaeger e de Fustel de Coulanges.

Das guerras médicas ao helenismo

Maratona, as Termópilas, Salamina e Plateia dão aos gregos o domínio do Mediterrâneo. Depois, entre rusgas internas e a acusação de que Péricles usou os recursos da aliança no Partenon, vem a Guerra do Peloponeso: 27 anos que encerram a era de ouro. Esparta vence exaurida, e a Macedônia de Filipe II impõe a centralização. Alexandre deixa aos povos dominados seus deuses e sua língua em troca de impostos e soldados, e dessa fusão nasce o helenismo. No caminho, a aula compara o lugar da mulher em Atenas e em Esparta.

Grécia e Roma

O encerramento olha para o século IV a.C.: enquanto o império grego se expande, a República Romana floresce, e os impérios mesopotâmicos e o Egito declinam. Com o sonho de Nabucodonosor interpretado por Daniel e a imagem da história em espiral, o professor defende que Grécia e Roma, somadas, deixaram na política, na ética e na arte um legado que chega até hoje, e apresenta o curso sobre Roma como continuação deste.

O que você vai aprender

  • Por que os gregos são vistos como base da identidade ocidental: o logos ao lado do mito, numa vida pública inseparável da religião
  • Como as civilizações minoica e micênica e a chegada de novos povos se fundiram na cultura helênica
  • Por que a Grécia passou quase mil anos sem centralização política, em pólis autônomas unidas por religião e língua
  • Uma leitura da Guerra de Troia como conflito entre gregos e da Ilíada como literatura e fonte histórica
  • O papel dos aedos, de Heródoto e dos filósofos na formação da memória e da educação gregas
  • Como funcionava a democracia direta de Atenas e quem era, de fato, cidadão
  • O que eram a pólis, a ágora e a paideia na vida ateniense
  • O que as guerras médicas e a Guerra do Peloponeso mudaram no equilíbrio de poder entre os gregos
  • A diferença entre civilização helênica e helenística, a partir do império de Alexandre
  • Por que Grécia e Roma, somadas, formam a herança clássica do Ocidente

Aula por aula

  1. Aula 1 Das civilizações minoica e micênica à cultura helênica

    Os gregos como base da identidade ocidental: ao lado do mito, eles introduzem o logos, numa civilização em que religião e vida pública não se separavam. Percorre as civilizações minoica e micênica e a chegada de eólios, dórios e jônios, cuja fusão com as populações locais formou a cultura helênica.

    Mostra como as escavações dos séculos XIX e XX, como a do palácio de Cnossos, deram realidade material a histórias antes guardadas só na memória.

    civilização minoicacivilização micênicamito e logosarqueologiacultura helênica René Girard
    17 min
  2. Aula 2 Guerra de Troia e a autonomia das pólis

    A autonomia das pólis gregas, protegidas pelo relevo e unidas por religião e língua comuns, sem centralização política até Filipe II da Macedônia. A Guerra de Troia aparece como conflito entre gregos que desloca a hegemonia para a Grécia peninsular, e a Ilíada, como literatura e fonte histórica.

    Contesta o filme Troia ao tirar Aquiles do centro da guerra e conta a história de Laocoonte, ligada à expressão “presente de grego”.

    Guerra de Troiapólishegemonia gregaIlíadamitologia HomeroUlissesAquilesAgamêmnonLaocoonte
    16 min
  3. Aula 3 Aedos, historiadores e filósofos na formação grega

    Os aedos Homero e Hesíodo, com a Ilíada, a Odisseia, a Teogonia e Os Trabalhos e os Dias, formavam a educação e a memória dos gregos. Com Heródoto surge o historiador e, com os filósofos, a especulação racional sobre a realidade: três vertentes que se somam na formação intelectual da Grécia.

    Defende que poucos povos antigos estudaram o próprio passado como os gregos e lê no mito de Cronos a experiência do tempo que tudo devora.

    aedosTeogoniaHeródotomemória históricafilosofia grega HesíodoHomeroHeródotoSócratesAristóteles
    12 min
  4. Aula 4 A Atenas clássica: democracia, cidadania e pólis

    A era clássica de Atenas: a filosofia e a democracia direta, preparada por Sólon e Clístenes e levada ao auge por Péricles, com uma cidadania restrita aos homens adultos filhos de pai e mãe atenienses. Descreve a pólis, a ágora e a paideia, e introduz a ameaça persa das guerras médicas.

    Parte de uma frase de Arnold Toynbee para explicar por que a Grécia, ao contrário do Egito dos faraós, é uma civilização cuja herança continua viva.

    democracia ateniensecidadaniapólispaideiaguerras médicas Arnold ToynbeeWerner JaegerFustel de CoulangesAristótelesSólon
    16 min
  5. Aula 5 Guerras médicas, Guerra do Peloponeso e helenismo

    As guerras médicas, de Maratona e das Termópilas a Salamina e Plateia, dão aos gregos a hegemonia no Mediterrâneo. A Guerra do Peloponeso encerra a era de ouro, a Macedônia de Filipe II e Alexandre centraliza o poder, e a fusão cultural com os povos dominados dá origem ao helenismo.

    Compara o lugar da mulher em Atenas e em Esparta e relata a acusação de que Péricles desviou recursos da aliança para erguer o Partenon.

    guerras médicasGuerra do PeloponesoImpério MacedônicohelenismoAlexandre, o Grande LeônidasXerxesPériclesTucídidesAlexandre, o Grande
    17 min
  6. Aula 6 Grécia e Roma, heranças clássicas do Ocidente

    Grécia e Roma lado a lado: no século IV a.C., o império grego se expande, a República Romana floresce e os impérios mesopotâmicos e o Egito declinam. Com o sonho de Nabucodonosor interpretado por Daniel, a aula defende que as duas civilizações, somadas, formam a base do Ocidente.

    Propõe ver a história como espiral, e não como linha, e pergunta por que impérios vastos deixaram menos legado que Grécia e Roma.

    República Romanaprofecia de Daniellegado clássicohistória em espiral DanielNabucodonosor
    9 min

Autores, obras e figuras discutidos

René Girard · Homero · Ulisses · Aquiles · Agamêmnon · Laocoonte · Hesíodo · Heródoto · Sócrates · Aristóteles · Arnold Toynbee · Werner Jaeger · Fustel de Coulanges · Sólon · Leônidas · Xerxes · Péricles · Tucídides · Alexandre, o Grande · Daniel · Nabucodonosor