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Resumo do curso · História e Política

Brasil: Mapas e Cartas

A formação do Brasil lida nas fontes: cartas, mapas e tratados, da chegada de Cabral à independência.

Com Jorge Pimentel Cintra 6 aulas 7h55 de vídeo 6 aulas expositivas de leitura comentada de cartas, mapas e tratados, cada uma gravada em três a seis partes; cerca de 8 horas no total, com o professor refazendo cálculos e cruzando fontes ao longo da exposição.

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Visão geral

O Brasil tem certidão de batismo: a carta em que Pero Vaz de Caminha contou ao rei a semana passada em Porto Seguro, em abril de 1500. É dela que parte este curso, que acompanha a formação do país pelos documentos que a registraram em primeira mão: cartas escritas a bordo, medições feitas na praia, mapas desenhados para informar ou para convencer, tratados negociados à mesa.

Jorge Pimentel Cintra lê cada fonte com calma e a interroga. Confronta a carta de Caminha com o quadro de Victor Meirelles, refaz com o Excel e a calculadora da NASA as contas de Mestre João, cuja carta registra a primeira medição de latitude feita no Brasil, e submete o mapa das capitanias de Luís Teixeira a um sistema de informação geográfica. Apresenta também pesquisa própria, como o novo traçado das capitanias hereditárias, hoje presente em livros didáticos, e usa as atas da Câmara e o mapa de Massai para contar o conflito entre colonos, jesuítas e indígenas em São Paulo.

A partir daí, o curso segue a formação das fronteiras: a linha indemarcável de Tordesilhas, a ocupação que a ultrapassou, a cartografia científica que levou ao Tratado de Madri, as distorções propositais do Mapa das Cortes, as demarcações e os fortes, até as arbitragens e os tratados do Império e da República. A última aula passa à independência, da vinda da corte ao Fico e à viagem de D. Pedro a Santos, às vésperas do 7 de setembro.

O fio que une tudo é o método: ir aos originais, cruzar fontes, refazer as contas, entender a mentalidade de cada época e não repetir sem crítica o que se lê nos livros.

O percurso do curso

A carta de Caminha (aula 1)

O curso começa pela ‘certidão de batismo’ do Brasil. A carta de Pero Vaz de Caminha é lida da partida de Lisboa à semana em Porto Seguro, com explicações sobre a arte de navegar, das ampulhetas ao prumo, e cruzada com outras fontes: o relato do Piloto Anônimo, mapas antigos e o quadro de Victor Meirelles, que junta numa só cena as duas missas. O professor lê os encontros com os indígenas, os degredados e a religiosidade da época sem julgá-los pelos olhos de hoje e conclui, pela ausência de instruções no regimento de Cabral e de documentos confiáveis sobre precursores, que o achamento foi casual.

A carta de Mestre João (aula 2)

A segunda aula é um exercício de leitura aprofundada. Da materialidade da carta de Mestre João, com o papel escasso, a tinta ferrogálica e a letra difícil, passa-se à astronomia náutica: a estrela polar, a altura do sol, as tabelas de Abraão Zacuto e o astrolábio. Com a correção do calendário e ferramentas de hoje, o professor refaz a medição de latitude de 1500 e decompõe seus erros; examina a estimativa de longitude e o primeiro desenho do Cruzeiro do Sul e termina com uma lição de método: valorizar o documento sem idealizar o autor.

Sesmarias, vilas e capitanias (aula 3)

A terceira aula desce ao chão da colonização: sesmarias doadas com obrigação de produzir, vilas com pelourinho, câmara e território próprio, e os poderes dos donatários. O célebre mapa das capitanias de Luís Teixeira é submetido à crítica, com sobreposição à costa atual e exame da cartela, que desloca sua data de 1574 para 1586 ou depois. Seguindo as cartas de doação, o pintor Benedito Calixto, Pedro Taques e Frei Gaspar, o professor apresenta sua proposta de novo traçado das capitanias, publicada em 2014 nos Anais do Museu Paulista e hoje presente em livros didáticos.

São Paulo colonial (aula 4)

Com as atas da Câmara, uma das coleções mais completas das Américas, e o mapa de Alexandre Massai, de 1611, a quarta aula conta a história de São Paulo por três atores, colonos, jesuítas e indígenas, com a liberdade indígena no centro. De João Ramalho ao cerco de 1562, o professor enfrenta a pergunta sobre os bandeirantes e o escravismo, que a ‘sagrada fome do ouro’ explica mas não justifica, e defende a ação dos jesuítas, voz da consciência dos colonos, que preservaram a língua e a cultura indígenas e combateram costumes como os sacrifícios humanos.

A formação das fronteiras (aula 5)

A linha de Tordesilhas, impossível de demarcar sem medir longitudes, foi ultrapassada na prática, e a ocupação passou a valer como posse. O mapa de Delisle, de 1720, denunciou os avanços portugueses; Portugal respondeu com cartografia científica, os padres matemáticos e o Mapa das Cortes, base do Tratado de Madri, cujas distorções propositais o professor identificou. Seguem as demarcações e os fortes de fronteira e, já no Império e na República, as questões de Palmas, do Oiapoque, do Pirara e do Acre, resolvidas por arbitragem ou negociação.

Rumo à independência (aula 6)

A última aula passa à independência, com atenção especial a São Paulo: a vinda da corte, o Brasil elevado a reino, a Revolução do Porto, a eleição de José Bonifácio, o Fico, a reação das tropas fiéis às Cortes e os Leais Paulistanos. Descendo à história do cotidiano, o professor reconstitui a viagem de D. Pedro a Santos, em setembro de 1822, e a decisão de antecipar a volta, às vésperas do 7 de setembro.

O que você vai aprender

  • Ler a carta de Pero Vaz de Caminha como documento, cruzando-a com outros relatos, mapas antigos e a pintura histórica
  • Pesar os argumentos sobre o achamento do Brasil e entender por que o professor o considera casual
  • Entender como se media a latitude em 1500, com astrolábio e tabelas de declinação do sol, e por que a longitude era tão difícil de medir
  • Refazer, com a carta de Mestre João, o caminho da crítica documental: materialidade, paleografia, cálculos e erros do autor
  • Distinguir sesmarias, vilas e capitanias e compreender o poder dos donatários
  • Reconhecer os erros do mapa das capitanias de Luís Teixeira e conhecer a proposta de novo traçado das capitanias hereditárias
  • Situar o conflito entre colonos, jesuítas e indígenas em São Paulo colonial e o debate sobre bandeirantes e escravismo
  • Acompanhar a formação das fronteiras de Tordesilhas ao Tratado de Madri e identificar as distorções propositais do Mapa das Cortes
  • Conhecer as demarcações, os fortes e as arbitragens que fecharam as fronteiras no Império e na República
  • Seguir os passos que levaram à independência, da vinda da corte ao Fico e à viagem de D. Pedro a Santos

Aula por aula

  1. Aula 1 A carta de Caminha e o achamento

    A carta de Pero Vaz de Caminha, lida da partida de Lisboa à semana em Porto Seguro: a arte de navegar, os primeiros contatos com os indígenas, as duas missas confrontadas com o quadro de Victor Meirelles, os degredados e o fecho, com a defesa de que o achamento foi casual.

    Com o Google Earth, o professor confere a distância que Caminha anotou entre Cabo Verde e a costa brasileira: erro de só 50 quilômetros em quase quatro mil.

    carta de Caminhaachamento do Brasilarte de navegarprimeira missaindígenas e degredados Pero Vaz de CaminhaPedro Álvares CabralPiloto AnônimoFrei Henrique de CoimbraVictor Meirelles
    4 partes nesta aula
    1. Parte 1: Carta de Caminha: da partida ao Monte Pascoal · 25 min Leitura comentada da carta de Pero Vaz de Caminha, 'certidão de batismo do Brasil', da partida de Belém à chegada ao Monte Pascoal. Discute 'achamento' versus descoberta, as cartas perdidas da frota, a Ordem de Cristo e a arte de navegar, das ampulhetas ao prumo.
    2. Parte 2: Encontros com os indígenas e a Primeira Missa · 31 min Os primeiros contatos com os indígenas na carta de Caminha: trocas de presentes, gestos lidos como promessa de ouro, a descrição dos corpos e o cotidiano a bordo. O relato da primeira missa é confrontado com o quadro de Victor Meirelles, separando fato e liberdade do artista.
    3. Parte 3: Degredados, cotidiano indígena e mentalidade da época · 21 min A consulta sobre enviar ao rei a notícia do achamento sugere que ele não foi planejado. Seguem os degredados, as casas e redes indígenas, o urucum, animais descritos por comparação e a cruz da segunda missa, com um alerta contra julgar a religiosidade da época pelos olhos de hoje.
    4. Parte 4: Fim da carta: achamento por acaso ou intenção? · 27 min O fim da carta de Caminha: a cruz com as armas do rei, a segunda missa e o fecho, com o célebre 'dar-se-á nela tudo'. Defende que o achamento foi casual, sem instruções no regimento de Cabral nem documentos confiáveis de precursores como Vespúcio ou Duarte Pacheco Pereira.
    1h43
  2. Aula 2 Mestre João e a primeira latitude do Brasil

    A carta de Mestre João, de 1500, examinada a fundo: papel, tinta e paleografia; a astronomia náutica, com astrolábio e tabelas de Zacuto; o cálculo refeito da primeira latitude medida no Brasil, com a correção do calendário; a longitude estimada e o primeiro desenho do Cruzeiro do Sul.

    O Dia do Cartógrafo, 6 de maio, nasceu desta carta; refazendo as contas do calendário, o professor mostra que a data certa seria 7 de maio.

    carta de Mestre Joãopaleografialatitude e astrolábiocalendário gregorianoCruzeiro do Sul Mestre JoãoAbraão ZacutoVarnhagenFernão de MagalhãesDante Alighieri
    3 partes nesta aula
    1. Parte 1: Carta de Mestre João e a primeira latitude · 58 min A carta de Mestre João, de 1500, registra a primeira medição de latitude no Brasil. Parte da materialidade do documento (papel escasso, tinta ferrogálica, paleografia) para a astronomia náutica: estrela polar, altura do sol, tabelas de Zacuto e astrolábio, refazendo o cálculo dos 17 graus e seu erro.
    2. Parte 2: Calendário, longitude e os enigmas de Mestre João · 44 min Pela reforma gregoriana, a medição de 27 de abril equivale a 7 de maio, dado que permite decompor, com a calculadora da NASA, o erro de latitude de Mestre João. Seguem a estimativa de longitude por rumo e distância, o enigmático mapa de Bisagudo e as desculpas do autor.
    3. Parte 3: O Cruzeiro do Sul e a crítica documental · 23 min Mestre João faz a primeira descrição do céu austral e desenha o Cruzeiro do Sul, mas comete erros: não há estrela polar no sul e as 'guardas' se escondem. Depois do fecho e da assinatura em latim, o balanço final pede valorizar o documento sem idealizar o autor.
    2h04
  3. Aula 3 Capitanias hereditárias: sesmarias, vilas e mapas

    As capitanias hereditárias por dentro e no mapa: sesmarias com obrigação de produzir, vilas com pelourinho e câmara, a crítica ao célebre mapa de Luís Teixeira e a pesquisa do professor que redesenhou as linhas das capitanias a partir das cartas de doação, hoje adotada em livros didáticos.

    Por que Salvador já nasceu cidade, e não vila? Não por pretensão, como julgou Varnhagen, mas porque só o donatário podia criar vilas.

    sesmariasvilas e pelourinhocapitanias hereditáriasmapa de Luís Teixeiracartas de doação Luís TeixeiraVarnhagenBenedito CalixtoPedro TaquesFrei Gaspar da Madre de Deus
    4 partes nesta aula
    1. Parte 1: Sesmarias, vilas e o poder dos donatários · 14 min Sesmarias eram terras doadas com obrigação de produzir, como mostram o engenho de São Jorge dos Erasmos e um raro mapa de sesmarias paulistas. Explica as vilas, com pelourinho, câmara e território de seis léguas, seus conflitos de limites e a venda do direito de arrecadar impostos pelos donatários.
    2. Parte 2: Crítica ao mapa das capitanias de Luís Teixeira · 25 min O célebre mapa das capitanias de Luís Teixeira, do Roteiro de todos os sinais, é submetido à crítica: escala, projeção, sobreposição com a costa atual em SIG e erros da cartela, sobre reis, donatários e o Rio de Janeiro. Pistas internas deslocam sua data de 1574 para 1586 ou depois.
    3. Parte 3: Redesenhando o mapa das capitanias hereditárias · 23 min O mapa de Luís Teixeira e o de Varnhagen, de 1854, repetido sem crítica, traçaram as capitanias em faixas horizontais. Seguindo o pintor Benedito Calixto, Pedro Taques, Frei Gaspar e as cartas de doação da Torre do Tombo, mostra linhas a noroeste no sul e antecipa linhas meridianas no norte.
    4. Parte 4: O novo mapa das capitanias chega às escolas · 13 min A proposta de redesenho das capitanias, publicada nos Anais do Museu Paulista em 2014 e avalizada por professores da UFRJ e da UERJ, chegou aos livros didáticos após entrevista à Editora Moderna. Na reflexão final, defende propostas construtivas em vez de mera desconstrução e a ida às fontes originais.
    1h13
  4. Aula 4 São Paulo colonial: colonos, jesuítas e indígenas

    A história de São Paulo contada pelas atas da Câmara e por três atores, colonos, jesuítas e indígenas, em torno da liberdade indígena: de João Ramalho e do cerco de 1562 ao mapa de Massai, ao debate sobre o escravismo e à obra dos jesuítas.

    Nos testamentos ditados no sertão, os bandeirantes confessavam dívidas e filhos fora do casamento, mas não a escravização de indígenas: um retrato da consciência entorpecida.

    São Paulo colonialatas da Câmaraliberdade indígenaescravismojesuítas João RamalhoManuel da NóbregaJosé de AnchietaAlexandre MassaiTaunay
    3 partes nesta aula
    1. Parte 1: São Paulo colonial: colonos, jesuítas e indígenas · 16 min Com base nas atas da Câmara, a história de São Paulo é contada por três atores, colonos, jesuítas e indígenas, tendo no centro a liberdade indígena. Os antecedentes vão de João Ramalho e seu comércio de escravos à mudança de Santo André para São Paulo e ao cerco de 1562.
    2. Parte 2: Mapa de Massai e as raízes do escravismo · 20 min O mapa de Alexandre Massai, de 1611, mostra a São Paulo das igrejas, dos moinhos de trigo e dos topônimos indígenas. Discute o escravismo, que a 'sagrada fome do ouro' explica mas não justifica, defendendo que a dignidade humana se funda em Deus; os testamentos bandeirantes revelam consciências entorpecidas.
    3. Parte 3: Jesuítas, catequese e o debate sobre valores · 13 min Os jesuítas buscaram converter sem forçar, praticando obras de misericórdia: a paz de Iperoig, o cuidado nas epidemias, gramáticas e dicionários do tupi e defesa de leis humanitárias. Contra a acusação de imporem valores europeus, argumenta que preservaram a cultura indígena, mas combateram costumes nocivos, como sacrifícios humanos e escravismo.
    48 min
  5. Aula 5 Fronteiras do Brasil: de Tordesilhas a Rio Branco

    A formação das fronteiras do Brasil, da linha indemarcável de Tordesilhas à cartografia que levou ao Tratado de Madri e ao Mapa das Cortes, com suas distorções propositais; depois, as demarcações e os fortes, até as arbitragens e tratados do Império e da República.

    Chamado pelo professor de 'presente de grego', o Mapa das Cortes punha Goiás no interior da Bahia e girava o rio Madeira em 90 graus.

    Tratado de TordesilhaslongitudeTratado de MadriMapa das Cortesarbitragens de fronteira Alexandre de GusmãoSamuel FritzLa CondamineGuillaume DelisleBarão do Rio Branco
    6 partes nesta aula
    1. Parte 1: Fronteiras do Brasil: de Tordesilhas a Madri · 8 min Territórios sempre foram disputados por ocupação, compra, troca ou guerra, mas a posse, defende, deve respeitar a destinação universal da terra. No Brasil colonial, a linha de Tordesilhas, imaginária e indemarcável, foi ultrapassada por bandeirantes e castelhanos, e a solução veio pela negociação, com os mapas como peça central.
    2. Parte 2: De Alcáçovas a Tordesilhas: uma linha indemarcável · 19 min O Tratado de Alcáçovas-Toledo, marcado pelo desejo de paz, e o de Tordesilhas dividiram o mundo entre Portugal e Espanha. Analisa a redação ambígua das 370 léguas, a impossibilidade de medir longitudes, o decreto de Dom Manuel sobre Amazonas e Prata e o impasse das Molucas no antimeridiano.
    3. Parte 3: Amazônia, longitudes e o mapa de Delisle · 22 min Mapas da Amazônia que prepararam o Tratado de Madri: Acuña e Pagan, Samuel Fritz e La Condamine. Mostra a ocupação como base da posse (uti possidetis), explica a medição de longitudes por cronômetros, eclipses e satélites de Júpiter e o mapa de Delisle (1720), que denunciou avanços portugueses.
    4. Parte 4: O Mapa das Cortes e suas distorções propositais · 23 min Para responder a Delisle, Portugal retoma a cartografia científica: jesuítas italianos, os padres matemáticos Diogo Soares e Capassi e o Mapa das Cortes, base do Tratado de Madri. Expõe as trocas do tratado, o princípio das divisas naturais e as distorções propositais que o professor identificou no mapa.
    5. Parte 5: Demarcações, fortes e a consolidação das fronteiras · 9 min Após o Tratado de Madri, as Partidas do Norte e do Sul, expedições de engenheiros militares, demarcam fronteiras entre mata fechada, índios e missões. Portugal ergue fortes, Santo Ildefonso e Badajoz pouco alteram o traçado, e o Brasil se forma seguindo acidentes naturais, não linhas retas.
    6. Parte 6: Arbitragens e tratados que fecharam as fronteiras brasileiras · 17 min Questões de fronteira do Império e da República: Palmas, ganha com os mapas históricos do Barão do Rio Branco; o Oiapoque, contra a França; o Pirara; e o Acre, com indenização, troca de terras e a ferrovia Madeira-Mamoré. Termina defendendo tratados e arbitragem em vez da guerra.
    1h35
  6. Aula 6 Os antecedentes da independência

    Os passos rumo à independência, com atenção especial a São Paulo: a vinda da corte e o Brasil elevado a reino, a Revolução do Porto, José Bonifácio, o Fico e os Leais Paulistanos, até a viagem de D. Pedro a Santos, em setembro de 1822, reconstituída em detalhe.

    Se D. Pedro tivesse ficado mais um dia em Santos, as cartas o alcançariam ali, e a independência poderia ter sido proclamada às margens do Itororó.

    vinda da corteRevolução do PortoJosé BonifácioDia do Fico7 de setembro Dom João VIDom Pedro IJosé BonifácioNapoleãoFrancisco Canto e Melo
    3 partes nesta aula
    1. Parte 1: Da vinda da corte à Revolução do Porto · 8 min Antecedentes da independência: a invasão napoleônica, a vinda da corte, o Rio como sede do governo, o Reino Unido e novas instituições, como Imprensa Régia e Banco do Brasil. Apresenta José Bonifácio e a Revolução do Porto, que quer uma monarquia comandada pelas Cortes e exige a volta do rei.
    2. Parte 2: José Bonifácio, o Fico e os Leais Paulistanos · 13 min Os passos rumo à separação em 1821-1822: os governos provinciais eleitos, a eleição de José Bonifácio em São Paulo, a carta dele e dos irmãos e o abaixo-assinado que levam ao Fico, o levante da Marinha e os Leais Paulistanos. Bonifácio e D. Pedro queriam uma independência sem separação.
    3. Parte 3: A ida de D. Pedro a Santos · 13 min Partindo da ideia de que quanto mais detalhe, menos precisão histórica, acompanha a ida de D. Pedro a Santos em 5 de setembro: o caminho estruturado pelo comércio do açúcar, a Guarda de Honra formada em Guaratinguetá, o séquito pessoal e a decisão de antecipar a volta.
    32 min

Autores, obras e figuras discutidos

Pero Vaz de Caminha · Pedro Álvares Cabral · Piloto Anônimo · Frei Henrique de Coimbra · Victor Meirelles · Mestre João · Abraão Zacuto · Varnhagen · Fernão de Magalhães · Dante Alighieri · Luís Teixeira · Benedito Calixto · Pedro Taques · Frei Gaspar da Madre de Deus · João Ramalho · Manuel da Nóbrega · José de Anchieta · Alexandre Massai · Taunay · Alexandre de Gusmão · Samuel Fritz · La Condamine · Guillaume Delisle · Barão do Rio Branco · Dom João VI · Dom Pedro I · José Bonifácio · Napoleão · Francisco Canto e Melo